fbpx

Um tesouro chamado figo-da-índia

A sua figura aconselha-nos prudência na aproximação, mas a verdade é que o figo da índia é um autêntico tesouro com propriedades que proporcionam vários usos, desde a gastronomia à cosmética, sem esquecer a saúde. O Algarve, pelas caraterísticas naturais que tem, é um dos territórios onde melhor se desenvolve e, não é por isso de estranhar, que Alcoutim já se assuma como capital do figo-da-índia.

De origem ancestral, este cacto tem um porte arbustivo e mede entre 1,5 e 3 metros e dá-se essencialmente em solos húmidos, arenosos, silico-argilosos, profundos e bem-dreandos. Mas como tem poucos exigências nutritivas, adapta-se bem em solos pouco férteis. As suas flores, de cores amarela ou laranja, são hermafroditas (autoférteis) e dão origem a frutos amarelos-avermelhados e suculentos.

Estes frutos são ricos em açúcar e contém bons níveis de potássio, magnésio, cálcio e vitaminas C, A, B1 e B2. Podem ser consumidos em fresco, mas também como frutos secos ou usados para sumos e bebidas alcoólicas e doces e compotas. Para o saborear fresco, basta abri-lo ao meio e comer o seu recheio.

As suas propriedades são também exploradas pela indústria farmacêutica para fabricar produtos indicados no tratamento de doenças urinárias, das vias respiratórias e como diurético. Tem ainda propriedades benéficas em casos tão variados como asma, circulação, diarreia, disenteria, dor reumática, tosse, úlcera, diabetes, entre outros.

E, como tudo se pode aproveitar, das suas sementes é possível extrair um óleo usado em produtos de cosmética como tónico para a pele seca.

De nome científico Opuntia fícus-indica, estima-se que o seu consumo tenha começado há cerca de 9.000 anos. Usual nas paisagens do sul do País, era noutros tempos usado para alimentar os animais domésticos.

Recentemente começou a ser explorado em propriedades agrícolas, mas apenas em 2011, após a realização do concurso de ‘Aromas e Sabores com Figo-da-Índia’ em Martinlongo, Alcoutim, foi alvo de maior projeção. A importância da sua exploração é tal que este concelho do interior algarvio já se assume como a sua capital com um programa gastronómico e cultural que assinala também a época da apanha, que decorre em agosto e setembro.

Leave a comment

X