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Os camaleões da Ria Formosa são únicos

O Algarve é a casa para a única comunidade de camaleões que habita em Portugal. O Chamaeleo chamaeleon é uma das 150 espécies deste réptil existentes em todo o mundo e pode ser vista ao longo de todo o Parque Natural da Ria Formosa, no Sotavento algarvio. A sua precária e ameaçada existência estará patente na exposição de aguarelas de Manuela Leal Santos e sob o tema ‘Ciclos de Vida do Camaleão’.

Os pinhais, as dunas e os pomares são os habitats onde o camaleão-comum mais se sente mais à vontade. A sua presença no litoral do Algarve é relatada desde 1776, mas há estudos que apontam para que aqui vivam desde há séculos. Uma investigação genética permitiu descobrir que o camaleão-comum é natural da região marroquina da Essaouria. Pode ter viajado até ao Algarve de barco, durante a intensa rota comercial do Mediterrâneo, como mascote ou para controlo de pragas, ou não fossem os insetos o seu alimento de eleição.

Quando falamos em camaleão pensamos de imediato na sua caraterística mais conhecida e que desperta maior curiosidade: a mudança de cor. De facto, o camaleão tem esse poder em função do local onde se encontra, da temperatura ambiente, do estado anímico ou da necessidade de comunicação. Ainda assim, não assume todas as cores do arco íris, mas tem uma paleta de cores mais restrita. E há outras caraterísticas que o tornam igualmente ímpar: a possibilidade de mover um olho de cada vez até 180º graus, podendo estar a olhar para a frente e para trás simultaneamente e tem uma língua comprida e rápida.

A preservação da sua comunidade torna-se difícil devido à intensa pressão urbanística e turística que destrói e diminui o seu habitat. Sem esquecer que são ainda vítimas de capturas ilegais ou atropelamentos.

É para este património natural e para a necessidade de o proteger que pretende chamar a atenção da exposição de 15 aguarelas da arquiteta paisagista Manuela Leal Santos, em consonância com outros tantos poemas escritos pelos Poetas do Guadiana. A inauguração decorre a 2 de maio, pelas 17:30, no Centro de Interpretação do Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão. Pode ser vista até 28 de julho.

A exposição integra a Semana da Ria Formosa, que decorre até 6 de maio, e pretende exatamente apelar à sensibilização ambiental nos municípios com território no Parque Natural, nomeadamente nas comunidades escolares.

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