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Mel algarvio pode vir a ter marca própria

O mel produzido no Algarve pode vir a ter uma marca própria. Esta é uma das metas da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Algarve, que pretende ainda criar organizações de produtores locais, após a realização do X Encontro Regional de Apicultura, que decorreu em Faro.

Fernando Severino, da DRAP do Algarve, sublinhou que a região tem “o menor número de apicultores” em comparação com outras, “mas estão localizados os de maior dimensão”. “Estão registados 10.000 apicultores em Portugal, no Algarve nós só temos este ano 744. E estes 744 apicultores no Algarve têm 8.921 apiários e um total de 120.000 colmeias. Ora, estima-se que estas colmeias produzirão mel com um valor à volta dos 10 milhões de euros”, disse.

Ao mel, há ainda a juntar os subprodutos, como o pólen ou a cera, o que eleva o valor do setor no Algarve para os cerca de 15 milhões de euros, o que faz deste “um setor importante para a agricultura regional”, sublinhou Fernando Severino.

É um setor que respira saúde. Sofre aqui um problema, porque é uma pena não termos ainda uma organização de produtores que possa fomentar uma maior concentração da produção, porque muito deste mel é exportado e há importância de dinamizar a existência de uma marca associada ao Algarve”, identificou o responsável pela agricultura do Algarve.

Apesar de ser um mel de qualidade e de não ter problemas de escoamento, Fernando Severino enfatizou a necessidade de, “em termos de mercado competitivo”, os produtores se organizassem de forma mais estruturada em organizações que “promovessem uma marca associada à região.

Em conjunto com as estruturas, o responsável regional reiterou igualmente a importância de “trabalhar a valorização da parte comercial” do produto e apostar no “mel biológico” para dar ao produto um “acréscimo de preço por quilo sem aumentar a produção”.

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