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DECO reinvindica uma rede de transportes melhor

Os transportes públicos no Algarve sofrem com “a ausência de uma estratégia de concertação intermodal e entre ligações de uma mesma operadora, desadequação dos tarifários, a insuficiência e débil informação disponibilizada e assimetreias regionais”. O difícil diagnóstico é feito pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor – DECO que analisou a rede pública de transportes nos últimos meses.

Em junho do ano passado, a DECO lançou a primeira parte da campanha ‘Faça greve ao seu carro – Estes transportes não nos servem. O objetivo era compreender porque tinham os transportes públicos tão poucos utentes.

Para melhor compreender a questão, foram realizados cinco percursos, entre Tavira e Sabres, com diferentes cenários de utilização de transportes coletivos, que envolveram sete entidades institucionais.

Além do mapeamento dos problemas, a iniciatva da DECO “mobilizou e melhorou a capacidade de intervenção dos consumidores”, que passaram a apresentar mais reclamações e/ou sugestões e “acentuou o papel ativo e influente dos representantes e autoridades locais no setor”. Atualmente a delegação regional da Associação recebeu 56 reclamações.

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A Associação vai agora discutir as conclusões do estudo com as autoridades e as operadoras de transportes, de modo a criar uma “rede adequada e funcional”, que integre “as reais carências” dos utentes, explica Tânia Neves, porta-voz da DECO. Serão sugeridas “metodologias participativas de planeamento” e formas de transporte “inovadoras e flexíveis, para garantir a inclusão de todos”.

Pode contribuir para este projeto em www.queixasdostransportes.pt, uma plataforma criada pela DECO que, a nível nacional, já recebeu mais de três mil queixas.

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