fbpx

Algarve conta com sete projetos financiados

O Algarve acaba de ver eleitos cinco projetos no âmbito do programa Orçamento Participativo Portugal. Há ainda outros de âmbito nacional que vão ser igualmente implementados na região. Cultura, ambiente, tradição, ciência e natureza são algumas das vertentes que vão ficar mais ricas na região.

O projeto mais votado a nível regional foi a criação da Hemeroteca Digital do Algarve, que arrecadou 703 votos. O objetivo é disponibilizar todos os jornais e revistas produzidos no Algarve desde 1833 em formato digital e de fácil consulta. A ideia, concebia por Luís Guerreiro, presidente da Fundação Manuel Viegas Guerreiro, entretanto falecido, vai receber 200.000 euros e deve estar concretizada em dois anos pela mão da Direção Regional de Cultura do Algarve.

O lixo que deixamos no mar motivou o segundo projeto vencedor, com 420 votos. ‘À Minha Praia’ pretende combater o problema do lixo marinho, criando uma rede alargada de monitorização de lixo marinho ao longo da costa. Esta rede vai ser constituída por cada escola ou agrupamento que vai adotar uma praia da sua área, recebendo apoio operacional por parte dos municípios. A ideia foi concebida pela bióloga marinha Carla Lourenço e vai receber 39.000 euros.

A tradição também conquistou apoiantes. A ‘Festa da Nossa Senhora dos Navegantes: quando imagens e gentes fazem romaria sobre as águas’, vai ser promovida enquanto património cultural imaterial e identitário da ilha da Culatra. Em 18 meses, o projeto de 50.000 euros deve estar concluído.

Juntar os recursos humanos científicos do Algarve ligados à ciência, ambiente e sustentabilidade e levá-los às populações para transmitir conhecimentos através de atividades é o objetivo do projeto ‘Ecoscience’. A ideia de Dulcineia Fernandes pretende promover a literacia científica da população e teve a aprovação de 137 pessoas. O projeto de 36.000 euros vai dividir-se entre a fase prévia de seis meses e a sua totalidade em um ano.

Vila do Bispo e Aljezur também vão ganhar com o Orçamento Participativo Portugal. Integrados no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, vão ver criado o ‘Guia do Parque’ que pretende formar adultos para que todos possam ser guias locais deste importante património natural. O objetivo é fomentar a oferta turística e o emprego em áreas como as atividades marítimas, os passeios ou a observação de fauna e flora. A ideia de Sofia Vieira arranca em maio de 2018 e vai custar 60.000 euros.

Além dos projetos regionais, há outros dois de âmbito nacional que vão ser implementados na região. ‘Cultura para todos’ pretende criar um programa de incentivo de doação de livros em boas condições a bibliotecas públicas e ainda a criação de um cheque cultura para jovens que façam 18 anos com acesso gratuito a espaços culturais durante um ano. A ideia vai durar 18 meses e custar 200.000 mil euros.

Já o projeto ‘Tauromaquia, património cultural de Portugal’ pretende inventariar e classificar elementos desta cultura através de especialistas. O investimento de 200.000 euros vai ser concretizado em dois anos.

O Orçamento Participativo Portugal foi lançado para acolher as ideias dos cidadãos na criação de projetos e escolhidos também pelo voto popular. Ao todo, foram selecionados 38 projetos, 2 nacionais e os restantes de caráter regional através do voto de quase 79 mil pessoas. Para todos foi disponibilizada uma verba de 3 milhões de euros.

Leave a comment

X