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Month: Nov, 2017

Longe das praias, encostado à serra, o Barrocal algarvio apresenta-se entre o verde da vegetação e o castanho da terra. É o pomar do Algarve que se estende quilómetros entre o Sotavento e o Barlavento e de onde saem também uma grande parte dos produtos agrícolas algarvios.

Alfarroba, amêndoa, figo, azeitona, e claro, a laranja: os frutos mais típicos do Algarve são cultivados nesta faixa de terra entre a serra e o litoral. E há também uma grande panóplia de plantas que ali encontram o habitat ideal, como a palmeira-anã, o tomilho, o narciso ou 20 espécies de orquídeas.

O Barrocal Algarvio é tão rico que até deu nome a uma raça: o Cão do Barrocal Algarvio, classificada recentemente como raça nacional. Habituado a adaptar-se a ambientes difíceis, de corpo esguio e médio-alto, a espécie é um excelente caçador.

Nesta paisagem marcadamente rural, os costumes e as tradições ligadas à terra perduram por gerações. O clima é marcadamente mediterrânico: as temperaturas são amenas no inverno, há baixa amplitude térmica e acentuada secura no verão.

O solo apresenta caraterísticas geológicas especiais com rochas calcárias a marcarem o que os olhos alcançam. O Barrocal algarvio convida também a um passeio pelos trilhos calmos que permitem observar a faixa da serra algarvia em todo o seu esplendor. Este é ‘outro’ Algarve, mas de certeza que já passou por ele.

Se está à procura de um local na Europa para gozar os dias de reforma, o Algarve é uma das nove recomendações no ‘Velho Continente’ pelo site norte-americana ‘Live and Invest Overseas’, ao lado de locais situados junto ao Mediterrâneo ou as charmosas e tradicionais referências que são as capitais europeias.

O Algarve continua a ser o melhor local da Europa para viver a reforma”, começa por afirmar Kathleen Pedicord, autora do artigo e fundadora do site que se ocupa a fazer recomendações de residência e investimentos a partir dos Estados Unidos para diversos locais do mundo.

O Algarve “tem tudo o que um futuro reformado poderia desejar”: ótimo clima e muito sol durante todo o ano, uma comunidade de residentes estrangeiros estabelecida e acolhedora, bons acessos a cuidados de saúde, custo de vida acessível, imóveis a preço acessível, diversas atividade ao ar livre, facilidade de comunicação, boas infraestruturas, programa especial de residência para estrangeiros e fácil acesso tanto a partir da Europa como dos Estados Unidos.

Além do Algarve, a lista inclui também outro destino português: Lisboa. A capital tem bons argumentos como o clima ensolarado, segurança, ofertas de divertimentos e alojamentos, entre outros.

O reconhecimento do Algarve como o melhor ou um dos melhores destinos do mundo para viver a reforma já é antigo. Repetidamente, a região mantém os padrões elevados para quem procura um destino para viver dias de descanso, ganhando a famosos destinos europeus, como Valetta (Malta), Budapeste (Hungria), Citta Sant’Angelo (Itália), Chania (Grécia) ou Paris (França).

A gastronomia no Algarve tem mais duas estrelas Michelin. Os prestigiados galardões acabam de ser entregues pela primeira vez aos restaurantes Vista, pelo chef João Oliveira, em Portimão, e Gusto by Heinz Beck, num dos espaços do Hotel Contad Algarve, na Quinta do Lago.

A nova lista do mais famoso guia gastronómico do mundo para Portugal e Espanha acaba de ser lançada em Tenerife, nas Ilhas Canárias, e eleva para oito os restaurantes algarvios premiados, entre os 23 a nível nacional. O Vila Joya, em Albufeira, e o Ocean, em Lagoa, mantêm as duas estrelas Michelin, enquanto o Bon Bon, Carvoeiro, Henrique Leis e São Gabriel, ambos em Almancil, e o Willie’s, Vilamoura, mantêm uma estrela.

João Oliveira, de 30 anos, chegou ao Vista em 2015 e já perseguia uma estrela devido ao seu trabalho em torno da gastronomia inspirada no Algarve e no Mediterrâneo. Antes tinha desenvolvido a sua culinária no The Yeatman (Porto), com uma estrela, e mais tarde no Vila Joya, com duas estrelas Michelin.

Já Heinz Beck coleciona estrelas. A primeira que conquista para o Gusto junta-se às estrelas nos seus restaurantes de Roma, no Hotel Cavalieri e no Apsley’s, em Londres.

Como será o futuro do Algarve? E de Portugal? Discutir os desafios deste século é o mote para o ciclo de conversas ‘O Algarve, Portugal e o Futuro’, que conta com a participação de diversas personalidades dos vários quadrantes da vida nacional e regional.

A primeira sessão decorre a 29 de novembro, na Escola Secundária João de Deus em Faro, a partir das 21:00, subordinada ao tema ‘Território e identidade: Desafios para o século XXI’. São convidados deste primeiro encontro Adriano Moreira, professor universitário, Guilherme d’Oliveira Martins, administrador executivo da Fundação Calouste Gulbenkian, João Guerreiro, antigo reitor da Universidade de Faro, Paulo Teixeira Pinto, antigo banqueiro, antigo presidente da editora Leya e responsável pela criação do Museu Zero, em Santa Catarina da Fonte do Bispo, Tavira, e Idálio Revez, jornalista do diário ‘Público’.

Refletir sobre o Algarve e Portugal numa perspetiva de futuro” e “ensaiar novas visões e ousar perspetivas e ideias positivas” são os objetivos deste ciclo de conversas, de acordo com o Rotary Club de Faro e a Editora Sul, Sol e Sal, promotoras do evento. Deseja-se ainda que seja criado um pensamento crítico a usar na construção de ideias para a região, nomeadamente em temas tão importantes e variados, como economia, educação, ambiente, cidades e cultura.

A segunda sessão das conversas também já tem data marcada. Acontece a 26 de janeiro e o debate centra-se na economia. São convidados António Rebelo de Sousa, economista, André Jornal, empresário, e Vítor Neto, presidente do Conselho Geral da Universidade do Algarve.

Nessa mesma ocasião será também apresentado o livro ‘O Algarve em Números’, um estudo económico realizado por António Rebelo de Sousa a convite da editora Sul, Sol e Sal.

O azeite é um dos pilares da Dieta Mediterrânica e, nada melhor que aprender a usá-lo em saborosas e saudáveis receitas que respeitam este Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO. A demonstração gastronómica é feita a convite da Museu Municipal de Tavira e decorre na Cooperativa Agrícola de Santa Catarina da Fonte do Bispo, no próximo sábado, dia 25, às 10:30, com a presença do Chef Jorge Rodrigues.

A ação decorre no âmbito do programa ‘Dieta Mediterrânica Todo o Ano’ e pretende “mostrar as diversas possibilidades culinárias do azeite, da azeitona e de outros produtos da época, bem como dar a conhecer como estes ingredientes são preparados noutras áreas da cultura mediterrânica, como cozinha em família e quais os pratos especiais para miúdos e graúdos”, explica a autarquia de Tavira.

Ainda este âmbito, o Museu Municipal de Tavira organiza ao longo do mês outras atividades destinadas não só ao público em geral, como também à comunidade escolar, entre as quais se destaca a Semana Nacional da Cultura Científica, que “visam divulgar a cultura olivícola no concelho”.

O programa ‘Dieta Mediterrânica Todo o Ano’ é um programa que tem como objetivo divulgar “as múltiplas dimensões do estilo de vida e da paisagem cultural mediterrânica”. Pretende-se ainda, “na perspetiva da sustentabilidade (social, ambiental e económica), dar a conhecer as paisagens produtivas, os alimentos, os saberes-fazeres e as ameaças à sua continuidade, assim como explorar, experimentar e saborear”, acrescenta a autarquia.

Para participar nesta iniciativa deve inscrever-se, de forma gratuita, até 22 de novembro. Mais informações através do número 281 320 500 (ext. 2305) ou do mail edu.museus@cm-tavira.pt.

Alcoutim, Castro Marim e Vila Real de Santo António foram eleitas autarquias mais amigas da famílias. O título resulta de um inquérito realizado a nível nacional pelo Observatório das Autarquias Familiarmente Responsáveis e tem em conta dez parâmetros de atuação.

Para este título contam: o apoio à maternidade e paternidade, apoio às famílias com necessidades especiais, serviços básicos, educação e formação, habitação e urbanismo, transportes, saúde, cultura, desporto, lazer e tempo livre, cooperação, relações institucionais e participação social e outras iniciativas. São ainda importantes as práticas das autarquias para com os seus funcionários em matéria de conciliação entre trabalho e família.

Este prémio vem realçar as melhores práticas no que diz respeito às políticas de apoio à família e é, sem dúvida, um título que muito nos honra e nos estimula na continuação da intervenção social e familiar”, realça Osvaldo dos Santos Gonçalves, presidente da Câmara de Alcoutim.

Além da Bandeira Verde de ‘Autaquia + Familiarmente Responsável’, Castro Marim e Vila Real de Santo António vão ainda receber a bandeira com palma por receberem o galardão há três ou mais anos consecutivos. A cerimónia decorre a 29 de novembro, em Coimbra. Os dados do Observatório podem ser consultados no seu site.

Das mãos de artesãos nasce um dos elementos mais tradicionais do Barrocal: a empreita. Sob a forma de ceiras, açafates, cestaria, chapéus esteiras ou malas de senhora, as folhas de palma entrelaçadas dão forma ao tradicional artesanato algarvio.

A arte da empreita surgiu da necessidade de transportar bens, essencialmente alimentares, como figo, alfarroba ou amêndoa, num tempo que em não havia a disponibilidade de outro tipo de sacos. Em açafates, ceiras ou cestaria, a arte popular tornou-se útil, em vassouras, tapetes, vasculhos, capachos, bases para mesa, fruteiras, revestimentos para garrafas, e popular, fazendo parte da decoração das habitações.

O nome deste tipo de artesanato provém de ’empreitada’, que determinava o valor final do objeto pela quantidade e qualidade da matéria-prima usada: a folha de palma anã, um planta típica do Barrocal algarvio. As folhas são apanhadas verdes e deixadas a secar, divididas pelo tamanho. É este o elemento que define que tipo de objeto que pode ser feito. Podem ser usadas secas ou tingidas, para dar cores e desenhos que ornamentam a empreita.

O trabalho de entrelaçar as folhas de palma era responsabilidade das mulheres, principalmente quando havia menos trabalho no campo. E a arte é tão morosa e dolorosa para as mãos que é vista com respeito.

A crença de que o Algarve era apenas atrativo para as férias de verão está ultrapassada. Os números não enganam e a região apresenta crescimentos nas taxas de dormidas que contrariam essa ideia. De janeiro a setembro, foram registadas mais de 16 milhões de dormidas, que resultam em proveitos de 898 milhões de euros.

Os dados foram apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e confirmam a tendência que já se verifica há algum tempo. Só em setembro, foram registadas quase 2,3 milhões de dormidas e 137,8 milhões de proveitos, que representam aumentos de 2,2% e 10,2% face ao mesmo mês de 2016, respetivamente. A própria instituição estatal sublinha o peso que a região tem no turismo nacional: “as dormidas concentram-se essencialmente no Algarve”, com um peso de 36,5%.

Para os números contribuiu também o maior número de visitantes. Em setembro, mais 4,2% de turistas ficaram no Algarve.

A comentar os dados, Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), reafirma que cada vez menos a região é uma opção sazonal: “a atividade turística do Algarve continua a destacar-se no panorama nacional. Se olharmos para trás, verificamos um crescimento gradual dos principais indicadores, prova de um crescimento sustentável do turismo no Algarve e de um esbatimento progressivo da sazonalidade do destino”.

Em termos de mercados recetores, tanto o nacional como externo cresceram, mas destaque para este último que só em setembro aumento 2,5% face ao mesmo mês do ano anterior, representa um total de 1,8 milhões de dormidas. O mercado britânico continua a ser o maior emissor de turistas, com uma subida de 2,8% desde o início do ano, mas há outro que está em franco crescimento. “O mercado alemão retomou a posição de segundo mais relevante, aumentando 4,2%. No período de janeiro a setembro este mercado cresceu 7,7%”, acrescenta o INE.

Chocolate, chocolate e mais chocolate. Não há que enganar neste mercado. Até domingo, o Mercado Municipal de Faro está transformado na 1ª edição do ‘Mundo do Chocolate’.

O chocolate será o rei no Mercado Municipal de Faro e os visitantes terão oportunidade de adquirir e degustar iguarias únicas elaboradas com este ingrediente”, explica a Câmara Municipal.

No Mercado Municipal de Faro vão estar presentes mais de 20 expositores com bolos, bombons, licores e tudo o mais que consegue imaginar com cacau. Para os dias do evento, estão ainda marcadas várias iniciativas, como um showcooking, pela Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve e uma palestra sobres os eventuais benefícios do chocolate para a saúde, ambas no sábado a partir das 10:30. A manhã de domingo é dedicada às crianças com a palestra ‘O chocolate na infância’, a partir das 11:00.

Além de dinamizar o Mercado Municipal de Faro, o certame “tem ainda como objetivo a promoção de produtos locais, regionais e nacionais, divulgando a versatilidade culinária do chocolate”, ressalva a autarquia.

O Enoturismo está em fase crescente e o Algarve pretende estar na primeira linha deste nicho do mercado turístico. Para isso, a Comissão Vitivinícola do Algarve (CVA) prepara um Mapa em questão assinaladas todas as quintas de vinhos da região e ainda uma aplicação que permite encontrar facilmente vinhos algarvios.

O objetivo do Mapa passa por aproximar os visitantes das adegas e respetivas vinhas e também usufruir de espaços associados, como loja ou restauração, entre outros.

Através do Mapa, poderão identificar-se todos os os produtores registados através de informações úteis, como os contactos, as coordenadas GPS e as respetivas valências. As quintas estarão também distribuídas por zonas geográficas da região.

A CVA prepara ainda o lançamento de uma aplicação para smartphone inovadora. “Irá brevemente ser lançada uma app, que permitirá ao consumidor ter acesso a informação específica sobre a região e, igualmente localizar o ponto de venda, ou restaurante mais próximo, com Vinho do Algarve na prateleira ou na Carta”, anunciou Carlos Gracias, presidente da CVA.

O mapa será distribuído gratuitamente junto dos agentes económicos do Algarve e do público em geral até ao final do ano.

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