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Month: Jun, 2017

O Algarve continua a ser a região favorita dos portugueses para passar férias. A conclusão é do estudo do Instituto do Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT) que adianta que oito em cada dez portugueses pretendem passar férias cá dentro.

O presidente do IPDT, António Jorge Costa, sublinha que “a expetativa para o gozo de férias é muito positiva, com o Algarve, de novo, a ser o destino de eleição, numa escolha que coloca os destinos nacionais no topo das preferências para 61% dos inquiridos”.

E não é de estranhar a preferência do Algarve para as férias de verão. É que a maioria (53%) elege sol e mar como fatores preponderantes na hora de escolher o destino. A natureza (13%) é o segundo fator apontado, tendo este ano superado a cultura.

Mantendo também outra tradição, junho a setembro continua também a ser a época alta para os portugueses descansarem, em particular o mês de agosto (64%). Os residentes do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Porto são os que apresentam maior tendência para gozo de férias.

O estudo foi desenvolvido pelo IPDT com base em 427 questionários recolhidos entre 19 de maio e 4 de junho deste ano.

De Odeceixe (Aljezur) a Vila do Bispo há uma costa de maravilhas naturais que nos surpreendem a cada passo. São 60 quilómetros de encantos e riquezas que se escondem e revelam tão naturalmente como a natureza quase imaculada que aqui existe. É a Costa Vicentina, uma das áreas naturais mais bem preservadas, que se destaca pela sua paisagem imponente.

Esta faixa costeira, de caráter forte, selvagem e rochoso, tem um ambiente marcadamente atlântico, húmido e fresco, mas nas suas zonas meridionais também se faz sentir a influência mediterrânea. Dos contrastes surgem condições ecológicas únicas para as faunas marinha e terrestre e flora. Já foram identificadas mais de centenas de espécies de plantas e de aves.

Por aqui sucedem-se as praias, ora de areais extensos, ora pequenos encaixados entre as arribas rochosas. Quem não ouviu já falar das praias de Odeceixe, Arrifana, Vale dos Homens, Carriagem, Amoreira, Monte Clérigo, Castelejo, já considerada como a praia perfeita, entre muitas outras que convidam à aventura para as descobrir. Há quem as conheça não só pelo prazer da praia, mas também das ondas, ou não tivessem as ondas da Costa Vicentina fãs que vêm de todo o mundo para as surfar.

Muitos outros conhecem a Costa Vicentina dos seus trilhos pedestres, caminhos históricos, através dos quais se descobrem variados habitats naturais e se podem observar plantas endémicas e um grande número de espécies animais, quer em terra, quer a sobrevoar o céu.

É nesta terra única que a batata-doce encontrou um habitat perfeito. A batata-doce de Aljezur tem o selo de qualidade europeu que a identifica como produto de Indicação Geográfica Protegida e benefícios para a saúde não lhe faltam. E nas rochas, em particular de Vila do Bispo, esconde-se outra maravilha que integra as 50 experiências gastronómicas obrigatórias da Europa: os percebes. São produtos da terra e do mar que já merecem direito a festivais.

Nesta costa tão particular, o património une-se à natureza para se fundirem como se uma unidade fossem. Falamos da Fortaleza de Sagres e o Farol do Cabo São Vicente, no extremo sul da Costa Vicentina, construídos sobre as arribas em plena comunhão com a natureza. E quem não rende ao pôr-do-sol avistado a partir de Sagres?

As entradas nos monumentos sob tutela da Direção Regional de Cultura do Algarve vão ter entrada gratuita aos domingos e feriados a partir de 2 julho.

Os espaços abrangidos por esta diretiva são a Fortaleza de Sagres e a Ermida de Nossa Senhora de Guadalupe, na Raposeira (Vila do Bispo), os Monumentos Megalíticos de Alcalar, em Portimão, e as Ruínas Romanas de Milreu, em Estói (Faro).

Os monumentos estão de portas abertas a todos os residentes em território nacional, que poderão ter de mostrar a sua identificação para atestar essa condição. O horário para aproveitar esta vantagem decorre até às 14:00 de domingos e feriados.

Ainda assim, todos os que queiram contribuir para o património, podem adquirir um Bilhete Especial (Bilhete Doação), que permite aos visitantes fazer uma doação de qualquer valor.

A medida já antes tinha estado em vigor, mas tinha sido suspensa em 2014. No início do ano, o ministro da Cultura já tinha garantido que estava a ser estudado o seu regresso e que deveria ainda ser aplicada este ano. Para Luís Filipe Castro Mendes, esta é uma “medida emblemática para os portugueses conhecerem mais e melhor os museus”.

A região do Algarve, “considerada o segredo mais famoso da Europa”, é conhecida “pelas suas excelentes praias, passeios de barco no Oceano Atlântico, campos de golfe, atividades ao ar livre e deliciosa gastronomia”. É com esta descrição, que não podia ser melhor, que começa o artigo do site de viagens TripSavvy que enumera as 10 razões para visitar o Algarve.

Os hotéis são o primeiro motivo apresentado por este site que dá dicas de todo o mundo aos viajantes. Com “mais de 500 hotéis e cerca de 10 mil alugueres de férias”, o Algarve tem uma vasta oferta hoteleira.

Ora, se há coisa em que o Algarve é conhecido são as praias. São 130, escreve Benet Wilson, autora do artigo, muitas das quais com Bandeira Azul, numa região com temperaturas amenas todo o ano e “300 dias de sol por ano”. “Entre as praias mais populares da região estão a Meia Praia, em Lagos, Ilha de Tavira, junto ao parque natural da Ria Formosa e a Praia da Marinha, entre Carvoeiro e Albufeira”, pode ainda ler-se.

Gastronomia é outro ponto importante nesta viagem. Com ingredientes de excelência, “os visitantes devem experimentar camarões à algarvia, amêijoas, sardinhas grelhadas ou polvo”. E para terminar em beleza, nada melhor que uns Doces Finos.

Para acompanhar os pratos algarvios o melhor é beber vinhos da região. O artigo sublinha as quatro zonas vinícolas: Lagos, Portimão, Lagoa e Tavira e sublinha a variedade de castas brancas e tintas.

Já foi eleito o melhor Destino de Golfe do Mundo e, não é por isso de estranhar que esta seja também uma boa razão para marcar viagem. Com dezenas de campos de golfe em toda a região, há alguns que se destacam pelos prémios alcançados.

“Graças à sua localização perante o Oceano Atlântico, o Algarve é o local perfeito para atividades aquáticas”, entre as quais se destaca a observação de golfinhos em alto mar.

O sétimo motivo para conhecer o Algarve fica na Ponta da Piedade. As suas arribas, grutas, penhascos esculpidas pelo clima e pelo mar ao longo de milhares de anos merecem de certeza uma visita. Os passeios de barco são a melhor maneira de conhecer “cavernas surpreendentes e formações rochosas de forma mais próxima”. “Algumas grutas até têm as suas próprias praias privadas”, escreve Benet Wilson.

Bem perto dali, há outra maravilha a descobrir: o Cabo de São Vicente. Ali respira-se História através da Fortaleza que remonta ao século XVI e do seu Farol, ainda em uso. “O fim do mundo” é assim que o local se dá a conhecer.

Mas o Algarve não é apenas litoral. Há também a zona do Barrocal e da serra, de onde vêm produtos como “laranjas, limões, figos, alfarrobas” ou “sobreiros que fornecem cortiça. O artigo aconselha a visitar as aldeias, “exemplos da arquitetura da região”, a provar sabores como “mel, queijo, geleias” e a beber os tradicionais licores, em particular o de medronho.

E para terminar, há que escolher recordações. O artesanato é a escolha a tomar, principalmente cerâmicas, bordados, roupa, cerâmica, cestas de empreita, pinturas entre outros.

É do Algarve o melhor vinho português segundo os resultados do concurso ‘Citadelles du Vin’, que decorreu em Bordéus. O honroso prémio vai para o ‘Portas da Luz, Tinto 2016’, produzido na Luz de Tavira, em Tavira, pela Casa Santos Lima.

O prémio atribuído a este vinho tinto tem ainda mais importância, considerando que Portugal, no seu conjunto, recebeu um total de 84 medalhas, das quais 50 de ouro e as restantes de prata, sendo o país mais galardoado. O concurso ‘Citadelles du Vin’ recebeu em competição cerca de 1200 vinhos de 30 países, durante o certame anual Vinexpo, que decorreu de 10 a 12 de junho.

A posição alcançada pelo vinho enche de orgulho o presidente da Comissão Vitivinícola do Algarve, Carlos Gracias. “Temos mais uma vez um Vinho Regional do Algarve entre os melhores do Mundo. Esta só pode ser a confirmação da qualidade e maturidade que os ‘Vinhos do Algarve‘ têm vindo a demonstrar”, disse.

A Casa Santos Lima tem já uma longa experiência na produção de vinhos desenvolvida noutras regiões de Portugal. Recentemente apostou no Algarve, onde tem já diversas vinhas, sobretudo em Tavira.

Se quer ter boa saúde e viver durante mais tempo, o segredo é beber água de Monchique. Dito assim é muito redutor e até parece um slogan, mas a verdade é que esta água tem propriedades muito benéficas para o corpo. E não somos só nos que acreditamos nisto, os romanos também já conheciam as benfeitorias no seu tempo.

Bicarbonatada, sódica, rica em flúor, a água de Monchique tem um pH de 9,4 e é por isso mais alcanina do País. O pH médio do sangue humano é de 7,37, mas com o desgaste da condição humana e o consequente envelhecimento e os fatores adversos, vai-se tornando mais ácido. Ingerir água de Monchique ajuda o organismo a manter o equilíbrio constante, contribui para recuperar a vitalidade e retarda os sinais associados ao envelhecimento.

Além destes, a água de Monchique tem outros benefícios para a saúde reconhecidos ao nível do funcionamento do aparelho urinário, da prevenção da cárie dentária e da formação e consolidação dos ossos. Tem ainda propriedades benéficas para o sistema digestivo, aumenta a proteção antioxidante, ajuda as defesas e hidrata a pele e o cabelo.

As primeiras análises feitas a esta água datam de 1789, mas já os romanos lhe conheciam as propriedades das águas de Monchique, que denominavam por “sagradas”. A importância dada era tal que construíram um balneário na zona e bebiam-na como se de uma ‘poção mágica’ se tratasse. Porque além da ingestão, esta água é também usada nas termas, por ser benéfica para o tratamento de afeções respiratórias e músculo-esqueléticas e ainda em tratamentos de beleza.

Não é por acaso que as suas termas, de onde a água sai a 32º graus, são muito procuradas. Atualmente, boa parte da produção da água de Monchique é exportada como um produto gourmet devido às suas propriedades, principalmente para a China, Macau e Hong Kong.

O Algarve é sinónimo de praia, de areais dourados ou areais a perder de vista, mais ou menos ondas e águas quentes. Mas longe do mar, também há espaços onde se pode refrescar e relaxar ao sol ou à sombra de árvores. Vamos descobrir algumas das praias fluviais do Algarve.

A praia do Pego do Fundo em Alcoutim é a única oficialmente certificada nesta categoria. Situada na margem direita da Ribeira de Cadavais quase junto à sua foz no Rio Guadiana, esta praia oferece todas as condições de apoio e segurança para um dia bem passado. E por se encontrar em pleno interior algarvio, é uma boa solução para quem está mais longe do litoral.

O Sítio das Fontes, no interior do concelho de Lagoa, é uma boa opção para quem gosta de se refrescar sem areia nos pés. Apesar de não ser oficialmente uma praia fluvial, é muito procurada também pelo parque em que está inserida, o qual oferece uma grande diversidade de ambientes paisagísticos. Aqui encontra ainda um antigo moinho e uma típica casa algarvia recuperados e um percurso para praticar exercício físico. Se quiser, pode descansar à sombra ou aproveitar a zona de merendas.

O estuário do Rio Arade, que separa Portimão de Lagoa, oferece um areal enquadrado por arribas desgastadas e repletas de vegetação. Aos pés de Ferragudo, oferece vista não só para a zona ribeirinha de Portimão, como também para o Forte de São João de Arade, outrora usado como sistema de defesa. De águas calmas, esta praia é ainda ideal para quem gosta de pescar com cana.

A foz da Ribeira de Aljezur oferece uma praia mais tranquila do que a praia da Amoreira-Mar, que se encontra a poucos metros e com vista para o Atlântico. Para chegar aos longos areais tranquilos adjacentes à Ribeira, pode usufruir dos passadiços com vistas fantásticas. Com a maré alta pode nadar tranquilamente até à outra margem e, se a maré estiver baixa, até pode ir a pé.

Já nos últimos metros do Algarve antes de entrarmos no Alentejo, estende-se a praia fluvial da Ribeira de Seixe, que dá nome à povoação local: Odeceixe. A água por aqui também é salgada e influenciada pelas marés, mas a falta de ondas proporciona uma piscina improvisada e natural.

E em breve, surgirá uma nova praia na Barragem de Odeleite, em Castro Marim, num projeto que oferecerá todas as condições de apoios e segurança.

Portimão vai dar a conhecer o seu património à luz das estrelas. Aproveitando as noites amenas do verão, a cidade do Barlavento organiza quatro passeios pelo seu centro histórico e pela vila de Alvor para dar a conhecer uma herança com séculos de história.

Em Portimão, os passeios decorrem “em busca de paisagens urbanas que caraterizam e dão personalidade ao coração da cidade”, segundo a autarquia. As saídas acontecem a 28 de julho e 18 de agosto a partir do Coreto da Praça Manuel Teixeira Gomes e com passagem no Jardim Bívar, Casa Manuel Teixeira Gomes, Largo 1º Dezembro, Igreja Matriz, Alameda da República e Largo 1º de Maio.

Para 14 de julho e 11 de agosto estão marcados os passeios nas ruas típicas de Alvor, que dá a conhecer a sua herança islâmica, como três edifícios que funcionam atualmente como capelas, mas “cuja função e cronologia iniciais remontam à época islâmica”. Os visitantes vão andar pelo Morabito de São Pedro, onde começam os passeios, Morabito da Igreja Matriz de Alvor, Museu Etnográfico, Castelo e arquitetura civil.

“Há um concelho de Portimão que todos conhecem e um outro que só se deixa desvendar por quem entra porta adentro, disposto a deixar-se interpelar pela beleza de casa monumento, sítio arqueológico, igreja ou museu”, sublinha a autarquia.

As inscrições são gratuitas, mas têm um número limitado de participantes, pelo que devem ser feitas através do mail gabinete.patrimonio@cm-portimao.pt ou dos telefones 282470799 e 282480488.

Todos os dias se junta à mesa para as refeições, mas não é uma convidada, é antes para comer ou não fosse a Dieta Mediterrânica recomendada por nutricionistas e cientistas que já estudaram os seus benefícios e a consideram uma das mais saudáveis do mundo para proteger corpo e mente. Mais do que uma dieta, é um estilo de vida que já mereceu a aprovação da UNESCO como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

A riqueza desta dieta está não só nos produtos tradicionais, repletos de nutrientes essenciais para o corpo, mas também nas receitas locais que não podem ficar atrás de tamanha responsabilidade. E são os alimentos que já existem na nossa gastronomia há séculos que melhor fazem à nossa saúde, como o pão, massas, arroz, hortaliças e legumes, fruta fresca e frutos oleoginosos (nozes, avelãs, amêndoas). A estes deve juntar o peixe (em consumo moderado), as aves, os lacticínios, os ovos e as carnes vermelhas (em quantidades muito moderadas). Os alimentos devem ser temperados com azeite, uma gordura natural, e acompanhados de vinho ou de água e infusões para manter o corpo hidratado. Deve ainda respeitar-se a sazonalidade dos alimentos e consumir produtos de época, garantindo assim uma dieta diversificada e equilibrada.

Mas nem só de comida se faz esta dieta. O exercício físico, que deve ser de pelo menos 30 minutos, é essencial para manter um estilo de vida saudável e até o descanso é importante para manter o equilíbrio do corpo.

A sua saúde é quem mais ganha com esta estilo de vida. Cientistas estudaram os efeitos da dieta mediterrânica e não podiam ser mais esclarecedores: é mais saudável para o coração, contribui para controlar o colesterol, os triglicéridos, a pressão arterial e a glicose e é eficaz contra alguns tipos de cancro.

Os benefícios já são conhecidos há séculos por quem segue esta dieta, mas são também reconhecidos pela UNESCO, que, em dezembro de 2013, lhe atribuiu o estatuto de Património Cultural Imaterial da Humanidade, após a candidatura portuguesa, promovida e representada pela cidade de Tavira. A iniciativa de Portugal contou com o apoio da Croácia, Chipre, Grécia, Espanha, Itália e Marrocos, países que mantêm o respeito por esta dieta.

Tavira assume-se por direito como a capital da dieta mediterrânica, celebrando todos os anos este património da Humanidade, com os objetivos de preservar este estilo de vida saudável e divulgar os seus benefícios.

Os vestígios de duas casas datadas dos séculos XII e XIII, quando o Algarve vivia o seu período islâmico, estão agora expostas na Praça da República, no centro de Albufeira, onde outrora se situava o castelo da fortificação de ‘al-Buayra’.

Os dois espaços que podem a partir de agora serem visitados pertenceriam às elites política e militar de então, que viviam no interior da fortificação, a qual desempenhava “elevada importância estratégica para defesa marítima do Algarve Islâmico”, restando atualmente apenas “a Torre do Relógio e as muralhas que protegiam toda a elevação”.

Os vestígios arqueológicos estão agora a céu aberto e podem ser visitados por todos. Para garantir a sua preservação foi colocado um círculo de placas à sua volta, que cria o efeito de luz de natural. Os objetivos desta solução arquitetónica são, de acordo com a autarquia, evitar “a intrusão humana no espaço” e garantir “a continuidade de todas as funcionalidades do espaço envolvente”.

Para Carlos Silva e Sousa, presidente da autarquia, este é um projeto que se “enquadra na política da Câmara, que é a de valorizar o nosso património histórico”, que deve “ser recuperado e devolvido à população, que tem que conhecer as suas raízes para que possa estimar cada vez mais Albufeira”.

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